segunda-feira, 3 de setembro de 2018

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Museu Nacional - O trágico fim de uma parte da nossa história



Alguns só souberam da existência do Museu Nacional quando foi vinculado nas mídias sociais o incêndio no dia 2 de setembro de 2018 às 19 horas e 30 minutos horário de Brasília. 
Vou contar um pouco sobre nossa história e cultura  esquecido por nossos governantes. 

O Museu Nacional vinculado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), é a mais antiga instituição científica do Brasil e, figurou como um dos maiores museus de história natural e de antropologia das Américas. Localiza-se no interior do parque da Quinta da Boa Vista, na cidade do Rio de Janeiro, estando instalado no Palácio de São Cristóvão. O palácio serviu de residência à família real portuguesa de 1808 a 1821, abrigou a família imperial brasileira de 1822 a 1889 e sediou a primeira Assembléia Constituinte Republicana de 1889 a 1891, antes de ser destinado ao uso do museu, em 1892. O edifício foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) desde 1938.
Fundado por Dom João VI em 6 de junho de 1818 sob a denominação de Museu Real, o museu foi inicialmente instalado no Campo de Santana, reunindo o acervo legado da antiga Casa de História Natural, popularmente chamada "Casa dos Pássaros", criada em 1784 pelo Vice-Rei Dom Luís de Vasconcelos e Sousa, além de outras coleções de mineralogia e zoologia. A criação do museu visava atender aos interesses de promoção do progresso sócio-econômico do país através da difusão da educação, da cultura e da ciência. Ainda no século XIX, notabilizou-se como o mais importante museu do seu gênero na América do Sul. Foi incorporado à Universidade Federal do Rio de Janeiro em 1946.
O Museu Nacional abrigava um vasto acervo com mais de 20 milhões de itens, englobando alguns dos mais relevantes registros da memória brasileira no campo das ciências naturais e antropológicas, bem como amplos e diversificados conjuntos de itens provenientes de diversas regiões do planeta, ou produzidos por povos e civilizações antigas. Formado ao longo de mais de dois séculos por meio de coletas, escavações, permutas, aquisições e doações, o acervo é subdividido em coleções de geologia, paleontologia, botânica, zoologia, antropologia biológica, arqueologia e etnologia. É a principal base para as pesquisas realizada pelos departamentos acadêmicos do museu que desenvolve atividades em todas as regiões do país e em outras partes do mundo, incluindo o continente antártico. Possuía uma das maiores bibliotecas especializadas em ciências naturais do Brasil, com mais de 470.000 volumes e 2.400 obras raras.
No campo do ensino, o museu oferecia cursos de extensão, especialização e pós-graduação em diversas áreas do conhecimento, além de realizar exposições temporárias e atividades educacionais voltadas ao público em geral. Administra o Horto Botânico, ao lado do Palácio de São Cristóvão, além do campus avançado na cidade de Santa Teresa, no Espírito Santo — a Estação Biológica de Santa Lúcia, mantida em conjunto com o Museu de Biologia Professor Mello Leitão. Um terceiro espaço no município de Saquarema é utilizado como centro de apoio às pesquisas de campo. Dedica-se, por fim, à produção editorial, destacando-se nessa vertente a edição dos Arquivos do Museu Nacional, o mais antigo periódico científico brasileiro especializado em ciências naturais, publicado desde 1876. (fonte Wikipédia)
O prédio tinha três andares que foi consumido pelo fogo 
no dia 2 de setembro de 2018. Foram 200 anos de história que viraram cinzas
Tudo começou com os cortes no orçamento, desde 2014 que o museu não vinha recebendo a verba de R$ 520 mil anuais necessários à sua manutenção, apresentando sinais visíveis de má conservação, como paredes descascadas e fios elétricos expostos.(Ainda não foi conhecido o motivo do incêndio) O museu havia completado duzentos anos em junho de 2018, em meio a uma situação de abandono e descaso.
Em 2 de setembro de 2018, logo após o encerramento do horário de visitação, um incêndio de grandes proporções atingiu todos os três andares do prédio do Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista. Os bombeiros foram acionados às 19h30,chegando rapidamente ao local. Às 21 horas o fogo encontrava-se fora de controle, com grandes labaredas e estrondos ocasionais, sendo combatido por bombeiros de vinte quartéis.Dezenas de pessoas dirigiram-se à Quinta da Boa Vista para ver o incêndio.
Até às 21h30 de 2 de setembro coleções inteiras haviam sido destruídas pelo fogo, assim como duas exposições que estavam em duas áreas da frente do prédio principal. Os quatro seguranças que se encontravam trabalhando no local conseguiram escapar, não havendo registos de vítimas.

Veja algumas imagens antes do incêndio



Mas durante ao incêndio as imagens que vimos nas redes sociais e mídias foram essas



Fonte internet


Depois da noite de incêndio essa foi a imagem hoje de manhã




Infelizmente essa tragédia já estava anunciada e agora o que vamos fazer?

O estudantes de Museologia da UniRio está se mobilizando para não ficar esquecido essa parte da nossa memória.






"Um povo sem história
 é um povo alienado: 
Sem pretérito, presente e futuro, 
sem vida, sem memória ,
 sem tudo, sem nada."
(V. de Araújo - Poeta)


Agora o Brasil é um pais sem futuro e sem passado. Devido a omissão dos nossos governantes. (Márcio Varella)





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